Análise: Crise hídrica na matriz energética brasileira

Na matéria anterior, dissemos que o Brasil tem sua matriz energética baseada na água; mais de 60% da energia elétrica gerada no Brasil são provenientes de usinas hidrelétricas. Estamos atualmente enfrentando uma das maiores crises no Brasil, não somente por causa da pandemia, mas também por causa da crise hídrica. 

É por isso que, em momentos de estiagem, nós sentimos os seus efeitos no bolso. Dito isso, com a diminuição do volume dos reservatórios mais acentuada, a produção de energia elétrica das hidrelétricas têm sido comprometida. 

Apesar dos baixos níveis de energia no país, a demanda por energia continua aumentando. Quando há baixa nos níveis dos reservatórios e aumento na demanda, é necessário ativar usinas termelétricas, com custo de produção mais caro do que as hidrelétricas.

 Por isso, quando há escassez, o preço da energia aumenta, tanto pela demanda quanto pela falta. Foi devido a estes fatores que a ANEEL implantou a bandeira tarifária de escassez hídrica, ou bandeira preta, mais cara até mesmo do que a bandeira vermelha patamar dois.

bandeiras tarifarias

Perspectivas

Mas, claro, não é por isso que faltará energia no país; existem várias outras formas de produção de energia e maneiras de contornar essa situação. 

Um dos primeiros reflexos da crise, foi o aumento da demanda por projetos fotovoltaicos, a energia solar. O projeto fotovoltaico é uma solução de energia renovável que pode reduzir em até 95% a sua conta de luz, e traz retorno em apenas cinco anos.

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Atualmente, a energia eólica é a principal candidata para substituir, ou ao menos cobrir o déficit de energia causado pela escassez. As turbinas eólicas têm ganhado força nos últimos anos; em 2020, com 520 parques eólicos, o Brasil produziu 17,74 gigawatts, o que sustentou cerca de 70 mil residências.

Tendo em vista que esta crise hídrica pode demorar para acabar, existe a possibilidade de que a construção da usina nuclear Angra 3 seja acelerada. 

A construção do projeto teve início em 1984 e já teve duas pausas desde então. Atualmente, Angra 3 tem previsão de conclusão para o fim de 2026 e deve gerar ao menos 10 milhões de megawatts por ano, podendo sustentar até 6 milhões de residências.

A produção de energia de usinas termelétricas, biomassa, petróleo e carvão mineral não são alternativas de substitutos para as hidrelétricas. Não apenas por serem opções nada rentáveis, mas também por serem nocivas ao meio ambiente, além de ser uma fonte de energia não renovável e, visto a falta de recursos para a produção de energia, estes se tornam inviáveis.

Consumo consciente

Diante do cenário atual, fica evidente o potencial de produção que outras fontes de energia possuem. Por isso, devemos diversificar ao máximo a matriz energética, bem como fazer o uso consciente da energia para aliviarmos o sistema.  Afinal, não podemos controlar quando e quanto irá chover, mas podemos controlar como consumimos nossa energia.

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