Diodo termo-radioativo, a “placa solar noturna”

Todos sabem que as mudanças climáticas têm impactado em nossas vidas de diversas formas; uma delas foi a escassez hídrica, que elevou preços e nos obrigou a racionar água. Por isso, pesquisadores de uma universidade da Austrália tem trabalhado num projeto de uma nova fonte de energia, apelidada de “placa solar noturna”, o diodo termo-radioativo.

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Como funciona?

A intenção era encontrar novas fontes de energias renováveis e sustentáveis, disso surgiu a ideia de produzir energia à noite. O apelido vem justamente pelo aparelho funcionar de forma inversa à placa solar, uma vez que essa recebe luz solar e a transforma em energia elétrica, já o diodo transforma a perda de calor em energia elétrica.

Durante a noite, a terra esfria, perde calor, e irradia esse calor para o espaço; é nesse momento que o diodo capta energia e produz eletricidade.

De onde vêm essa energia?

A diferença entre a placa solar e o diodo termo-radioativo está no conversor de energia: enquanto a placa solar tem seu conversor de energia do lado frio e produz energia ao entrar em “contato” com a luz quente, o diodo tem seu conversor para o lado quente e produz energia em contato com o frio da noite; em outras palavras, a placa solar recebe luz, e o diodo “doa” luz infravermelha. 

“Usando câmeras de imagem térmica, você pode ver quanta radiação existe à noite, mas apenas no infravermelho, e não nos comprimentos de onda visíveis. O que fizemos foi criar um dispositivo que pudesse gerar energia elétrica a partir da emissão de radiação térmica infravermelha”.

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Durante os testes, um dos diodos atingiu o pico de 21,11°C, o que gerou 2,26 mW/m² (miliwatts por metro quadrado); uma residência precisa em média de 152,2 kW mês. De acordo com os pesquisadores, o diodo apresenta potência relativamente baixa e, se melhorado, pode produzir até 1/10 de energia de uma placa solar.

O aparelho está na fase inicial de testes e deve ter por volta de mais 10 anos de desenvolvimento até que chegue ao mercado.

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